As mortes em decorrência da covid-19 na cidade de São Paulo apresentaram queda de 18,7% nas últimas três semanas de acordo com a média móvel de óbitos. A estatística é considerada a mais confiável pelos especialistas por ser uma média dos últimos sete dias, o que elimina eventuais dias atípicos de mais ou menos morte e subnotificações. Em 23 de junho, data de maior valor, a média móvel foi de 109,1 mortes. Ontem, foi de 88,7 mortes.

Em números absolutos, também há redução de óbitos na cidade de São Paulo. Foram 179 vítimas em 23 de junho diante de 134 ontem. O platô que o estado experimenta agora é algo que a capital vivia mês passado.

O coordenador do Centro de Contingência, Paulo Menezes, confirmou esta

nova fase de queda e, questionado se a redução é uma tendência, disse que esta é a expectativa: “É o que a gente espera, que a média móvel continue caindo progressivamente”.

O secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, declarou que, desde 2 de junho, há uma redução na busca por hospitais na capital. Para se ter uma ideia, a taxa ocupação de UTIs na Região Metropolitana, que chegou a 92% em maio, hoje está em 65%.

Esta melhora aparece em relatos de profissionais de saúde. No auge da pandemia, médicos e enfermeiros do hospital Geral Vila Nova Cachoeirinha, na zona Norte, eram informados sobre cinco, seis vítimas fatais do coronavírus aguardando remoção no necrotério. Agora, a situação da pandemia é descrita como controlada.

Na zona Leste, os hospitais Dr. Ignácio Proença de Gouvêa (Mooca) e Tide Setúbal (São Miguel Paulista) têm o atendimento normalizado desde a metade de junho. Até mesmo no cemitério da Saudade, em São Miguel Paulista, a redução das mortes por covid-19 é sentida. Funcionários disseram que eram 12 enterros por dia em abril e maio. Agora, há dias em que não ocorre nenhum.

Fonte: UOL

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