O Congresso Nacional se reúne virtualmente nesta quarta-feira (17) para analisar uma série de vetos presidenciais. Como o sistema de deliberação remota inviabiliza a votação dos 513 deputados e 81 senadores, a Câmara deverá se reunir pela manhã e o Senado, à tarde. A convocação de uma sessão conjunta para votação dos vetos era uma demanda que vinha sendo feita há algumas semanas como forma de dar resposta ao presidente Jair Bolsonaro.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que também preside as sessões do Congresso, estava adiando essa convocação. A líder do Psol na Câmara, Fernanda Melchionna (RS), disse ao Congresso em Foco que a oposição priorizará a derrubada de dois vetos: 

o que tira várias categorias profissionais da lista de beneficiários do auxílio emergencial (veja a lista delas) e o que trata da liberação de verbas de um fundo do Banco Central para o combate à covid-19. A inclusão na pauta desse último veto, que impediu o repasse de R$ 8,6 bilhões a estados e municípios, ainda não está garantida.

“É um pacote de maldades em um momento no qual o governo precisava liderar o combate à covid-19, mas prefere comandar a extrema-direita atacando as liberdades democráticas e se aproveitando do caos para tirar ainda mais direitos dos trabalhadores”, afirmou Fernanda Melchionna.

Após semanas sem a realização de sessão conjunta, a quantidade de itens se acumulou: há 20 vetos na pauta da sessão desta quarta. Sete deles são de 2019 e o restante é referente a matérias votadas este ano, boa parte delas destinadas ao enfrentamento à pandemia de covid-19. Enquanto a oposição se articula para tentar derrubar alguns desses vetos, o governo procura se cercar do apoio do Centrão, cada vez mais contemplado com cargos.

Fonte: Congresso em Foco

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