As sete linhas de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) operam normalmente no início desta sexta-feira (16), após o fim da greve de ferroviários anunciada na tarde de quinta (15).

A paralisação foi encerrada depois de um acordo entre os sindicatos da categoria e o governo do estado de SP, que se comprometeu a fazer novo aporte de recursos à CPTM para pagar a Participação nos Resultados (PPR) de 2020 dos ferroviários, que estava atrasada e foi um dos motivos da greve.

“O governo do Estado de SP irá fazer o aporte necessário à CPTM para pagar a Participação nos Resultados (PPR) de 2020. No acordo, a primeira parcela do PPR será paga no mês de agosto e a segunda em Janeiro. Em relação ao dissídio proposto pela categoria, o assunto será decidido pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT)”, declarou em nota a CPTM (veja mais abaixo).

Veja a situação das linhas da CPTM nesta sexta (16):

  • 7 – Rubi: funcionamento normal
  • 8 – Diamante: funcionamento normal
  • 9 – Esmeralda: funcionamento normal
  • 10 – Turquesa: funcionamento normal
  • 11 – Coral: funcionamento normal
  • 12 – Safira: funcionamento normal
  • 13 – Jade: funcionamento normal

Greve da quinta-feira

paralisação de pelo menos quatro linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) causou transtorno para os passageiros na ida para o trabalho e na volta para casa na noite desta quinta-feira (15).

Mesmo após um acordo entre governo e sindicatos ter encerrado a paralisação, a volta gradual do funcionamento das linhas fez com que os passageiros se aglomerassem nas plataformas das estações. A circulação dos trens nas linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa começou a ser retomada de forma gradativa a partir das 17h30.

Durante a manhã, usuários do sistema de trens tiveram problemas no embarque dos ônibus municipais em várias regiões da cidade, e os pontos ficaram lotados por causa do excesso de passageiros.

Sem os trens nem o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), passageiros tiveram que recorrer a aplicativos de transporte e muitos não conseguiram chegar ao trabalho.

O sistema Paese foi acionado somente por volta das 16h na região da Linha 9-Esmeralda. “O PAESE não iria conseguir atender a demanda de passageiros. Então pedimos o reforço da SPTrans e da EMTU para que algumas linhas que fazem integração com a CPTM desviassem o seu curso para seguir ao seu destino final”, afirmou Pedro Moro, diretor-presidente da CPTM.

Maria Inês Virgínia de Souza é auxiliar de serviços gerais no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, e não conseguiu negociar com o chefe por conta da greve: ela teria que ir trabalhar de qualquer forma. “De ônibus, dá mais de duas horas para ir até o local. De trem, seria 45 minutos e depois pegaria um metrô até lá”, contou.

Na Linha-7 Rubi, uma senhora ficou ferida após passageiros se revoltarem com os portões fechados por volta das 6h e começaram a atirar pedras na estação. A polícia soltou bombas de efeito moral no local para tentar dispersar os passageiros e limpar a área depredada. Havia corrimões quebrados e concretos soltos.

Proposta pelo fim da greve

Em nota, três sindicatos que representam a categoria afirmaram ter recebido uma proposta diretamente do secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.

Pela proposta encaminhada pelo governo, serão pagos 50% do plano de participação dos resultados em 10 de agosto, e o restante, com multa, em janeiro de 2022.

O governo também se comprometeu a orientar os órgãos jurídicos a não recorrerem ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) após os dissídios que serão julgados pela Justiça do Trabalho de SP com base no acordo que foi aceito pelos sindicatos.

Participaram da conciliação o sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana, o Sindicato dos Ferroviários de São Paulo e o Sindicato dos Engenheiros de São Paulo. Pelo acordo, as entidades se comprometerem a paralisar o movimento grevista e retornar às atividades a partir das 17h desta quinta.

Em nota, a CPTM informou que “não mediu esforços para garantir o menor impacto possível aos passageiros e reafirma que a realização de uma paralisação em um momento de pandemia como o atual é injusta e inaceitável”.

A paralisação

A greve teve início na madrugada desta quinta. A linha-9 Esmeralda ficou completamente paralisada desde as 4h, causando transtorno para os passageiros. À tarde, a SPTrans informou que o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado para atender trecho da linha 9. No total, foram 45 veículos, 30 realizando o trecho entre as estações Grajaú e Pinheiros e 15 entre as estações Pinheiros e Presidente Altino.

Fonte: G1

 

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