Após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmar ao jornal O Estado de S. Paulo que corporações ligadas ao Fisco não desejam as mudanças trazidas pela reforma tributária porque “não querem perder poder”, os presidentes da Febrafite (entidade nacional representativa dos auditores fiscais dos estados), Rodrigo Spada, e da Fenafim (entidade nacional representativa dos auditores e fiscais de tributos municipais), Célio Silva, publicaram uma carta de resposta.

Segundo eles, uma afirmação como essa faz crer que o interesse de uma instituição que constitui essencial braço do Estado se deixe curvar por desejos estranhos ao interesse público.

“Se há dentro do Fisco aqueles que encontram ‘poder’ na desordem que é o nosso modelo de tributação, o mesmo se poderia dizer de diversos outros setores da sociedade”, diz trecho da carta.

Confira a íntegra da carta de resposta a Maia:

REFORMA TRIBUTÁRIA – CARTA ABERTA À SOCIEDADE BRASILEIRA

As entidades nacionais signatárias, que representam Auditores Fiscais de Tributos dos Estados e dos Municípios, se manifestam ao parlamento e à sociedade, tendo em vista matéria publicada na edição do dia 18 de outubro, no jornal O Estado de S. Paulo, na qual o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmava que corporações ligadas ao Fisco não desejam as mudanças trazidas pela reforma tributária porque “não querem perder poder”.

Uma afirmação como essa faz crer que o interesse de uma instituição que constitui essencial braço do Estado se deixe curvar por desejos estranhos ao interesse público. Se há dentro do Fisco aqueles que encontram ‘poder’ na desordem que é o nosso modelo de tributação, o mesmo se poderia dizer de diversos outros setores da sociedade.

Fonte: Congresso em foco

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