Futuro prefeito de SP enfrentará pressão sobre tarifa de ônibus e velocidade nas marginais

O candidato que vencer a eleição de novembro para a Prefeitura de São Paulo deve assumir sob pressão de dois temas de forte impacto popular na área de mobilidade: os custos represados do serviço de ônibus no pós-pandemia da Covid-19 e a volta da polêmica na mudança de velocidade das marginais, que dominou a campanha anterior e pode retornar agora.

O aumento das despesas do transporte coletivo, que reforça a pressão para a elevação da tarifa e por mais subsídios do poder público, também tende a afetar a expansão da infraestrutura, comprometendo a construção de novos corredores exclusivos para ônibus.

O último reajuste da tarifa de ônibus ocorreu em janeiro deste ano, quando a passagem subiu de R$ 4,30 para R$ 4,40 —um pouco abaixo da inflação acumulada.

O tema é tabu, e seu impacto é visto com especial cuidado após a jornada de junho de 2013, quando protestos contra a elevação da tarifa desencadearam manifestações que pararam a cidade por dias e se estenderam pelo país.

Em relação à velocidade dos carros nas vias, um dos principais temas da última eleição, a promessa de João Doria (PSDB) de aumentar os limites permitidos nas marginais Pinheiros e Tietê saiu do papel quando ele assumiu a prefeitura, em 2017, e foi mantida por Bruno Covas (PSDB).

A medida, no entanto, provocou críticas de especialistas, aumento do número de mortes e chegou aos tribunais superiores —é discutido no STJ (Superior Tribunal de Justiça), em Brasília.

série “Os nós de São Paulo”, iniciada pela Folha no dia 9, apresenta uma radiografia de desafios em diversas áreas sob responsabilidade do prefeito que for eleito para comandar a capital paulista a partir de janeiro de 2021. Com discussões que devem ser tratadas na campanha eleitoral, as reportagens poderão ser consultadas em folha.com/nosdesaopaulo.

Fonte: folha de sp

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